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Teoria
e Prática da Produção Animal
em Pastagens
2005
r$70,00
+ postagem
403 p.
Formato 14 X 21 cm.
Brochura
Editores: Carlos
Guilherme Silveira Pedreira, José Carlos
de Moura, Sila Carneiro da Silva e Vidal Pedroso
de Faria
Editora: Fealq
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A
relutância de alguns empresários
rurais em relação ao retorno
econômico do sistema de produção
animal em pastagens decorre da falta de
análise de dados, interpretação
dos resultados e, principalmente, dificuldade
do entendimento da ação integrada
entre as técnicas utilizadas no
sistema de produção. Os retornos
econômicos da adubação,
limpeza e divisão de pastagens têm
probabilidades reduzidas de sucesso se
não estiverem associados com manejo
do pasto e conversão da forragem
em produto animal. Freqüentemente
a frustração das expectativas
do empresário rural ocorre quando
ele consegue produzir elevada quantidade
de forragem através de técnicas
como adubação de pastagens
e controle de invasoras, mas não é capaz
de aproveitar o incremento por falhas no
manejo. A pecuária é uma
das poucas atividades do setor agrícola
que ainda não utilizou aumento da
produtividade como recurso para aumentar
a rentabilidade. Enquanto a produção
média do milho e da soja atinge
nas fazendas tecnificadas níveis
próximos dos alcançados em
trabalhos experimentais, a produtividade
média de bovinos é inexpressiva
em relação a resultados obtidos
pela pesquisa com uso de técnicas
de intensificação.
Pode-se
concluir que o aumento da produtividade é fator
decisivo para a viabilização do emprego
de técnicas efetivas de limpeza de pastagens.
Entretanto, o incremento da produtividade pode, inicialmente,
ser obtido com tecnologias de baixo custo como melhoria
na eficiência da colheita da forragem pelos animais,
através do ajuste na pressão de pastejo.
Essa pressão de pastejo pode ser equilibrada através
da divisão de pastos ou aumento da taxa de lotação
temporária nos piquetes, que se constitui no princípio
do pastejo rotacionado. A adoção de estação
de monta com o objetivo de sincronizar as exigências
nutricionais dos animais com a oferta e qualidade de
forragem é outra técnica de custo baixo
para aumento da produtividade. O acompanhamento do desempenho
dos animais através de pesagens periódicas
permite a tomada de decisões quanto a orçamento
de forragem disponível e venda estratégica
de animais, constituindo-se assim em mais um recurso
para aumento de produtividade sem gastos elevados.
Sem
dúvida, princípios básicos
para melhoria da produtividade podem ser limitados pela
baixa fertilidade natural do solo, que exige do produtor
um planejamento adicional para a obtenção
de resultados significativos. Torna-se muito arriscado
aumentar a produção de forragem sem o conhecimento
do manejo do pastejo e do animal.
Moacyr
Corsi, José Renato Silva Gonçalves
e Laísse Garcia de Lima
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