Mais
Detalhes
Para
complementar o conteúdo principal,
incluiu-se na parte inicial do livro um
capítulo introdutório, composto
de um texto geral simples e abrangente
sobre tudo o que se refere às "plantas
ornamentais", disposto em subcapítulos
que abrangem desde a nomenclatura botânica
das plantas, processos e condições
de multiplicação e cultivo,
até, entre outros julgados de interesse
do cultivador, pragas e doenças.
Na parte final do livro são apresentados:
a bibliografia consultada, dois índices
remissivos, um de nomes populares e outro
de nomes científicos; este último
contempla também as sinonímias
botânicas, distinguíveis dos
nomes válidos por não estarem
em negrito.
Na execução deste livro deparou-se com
um panorama um tanto decepcionante, o de que os jardins
são como que padronizados pela repetição
mais ou menos constante das mesmas espécies, apagando-se
o foco de atração representado pela diversidade
e variabilidade de uso amplo de muitas outras espécies
que permanecem ignoradas. Isto é conseqüência
de os viveiristas estarem organizados para satisfazer
apenas a demanda normal das espécies mais conhecidas
e consagradas pelo uso. Desse fato, verifica-se a impossibilidade
de um paisagista dar um cunho mais pessoal ou mais individualizado
ao seu projeto, com o emprego de espécies previamente
eleitas por informações baseadas em literatura
ou coleções.
No mundo das plantas não devem ser criadas fronteiras
que as expulsem, mas nota-se, lamentavelmente, o emprego
muito reduzido de espécies brasileiras, por desinformação,
falta de pesquisas e divulgação, muitas
das quais em função do não cultivo
correm o risco de total desaparecimento.
Por fim, observou-se também o fato curioso de
diversas plantas sofrerem a pecha de vulgares, criando-se
um preconceito que dir-se-ia social. Tais plantas são
cultivadas geralmente na periferia das cidades, e por
que não dizer, nos bairros pobres, infelizmente
não se justificando serem excluídas dos
jardins mais nobres.
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